terça-feira, 4 de junho de 2013

Diário de Anne Frank

Título em alemão: Das Tagebuch der Anne Frank. 
Título em neerlandês, a língua do diário original: Het Achterhuis - 
Dagboekbrieven 14 juni 1942 - 1 augustus 1944. 
Título em inglês: The Diary of a Young Girl, 
como dizem no livro, ou The Diary of Anne Frank, como é no filme.
Tradução: Ilse Lisboa
Edição "Livros do Brasil" Lisboa
Coleção Dois Mundos nº 33
352 páginas
Li também em E-book

2 de setembro de 1945, fim da 2ª Guerra Mundial. Eu lia o livro e ia contando os dias para o fim da guerra, para o fim do "mergulho", mesmo sabendo que ela não sobreviveria. Lê-lo me fez lembrar do filme A Vida é Bela (do Roberto Begnini), pela simplicidade e inocência em apresentar os fatos. Esse livro tem uma escrita lusitana, mas não tive nenhuma dificuldade em lê-lo. Pelo contrário, a leitura flui muito bem.

Anne tinha 13 anos quando tiveram que se esconder no anexo, era uma menina normal, que estava entrando na adolescência. Anne foi "mergulhar", forma em que os moradores tratavam o ato de se esconder, no anexo com outra família. Teve que passar pela dificuldade de conviver com outras pessoas que mal se conheciam. Anne tem que lidar com o dentista Dussel que só sabe critica-la e com a Sra. van Daan que fica querendo educa-la a sua maneira. Mas o convívio deu a Anne o auto-conhecimento, a aproximou de Peter van Daan, que se tornou um amigo. E até fez com que Anne entendesse sua mãe e sua irmã.

Mesmo com o domínio do medo de serem encontrados, com as dificuldades de seus protetores em mantê-los escondidos, Anne conseguiu viver uma vida "normal". Estudava, ajudava nos afazeres e até se apaixonou. E é nesses momentos que a gente fica mais triste, pois eu fiquei torcendo pela sobrevivência deles, mesmo sabendo que não sobreviveriam.

A cada data que se aproximava do fim da guerra, a angústia aumentava. Eles passaram por muitos sustos, ladrões na fábrica (era onde ficava o anexo), as doenças de seus protetores, a prisão de fornecedores do "mercado negro" e o racionamento da comida. Os mergulhados viveram momentos felizes, tristes e de terror. Cada palavra angustiava mais. Mas mesmo assim Anne conseguiu ser feliz a sua maneira.

É um livro maravilhoso, não sei porque não o li antes (muitos na prateleira sem ler). Mas recomendo, sem sombra de dúvidas.

"Gosto da Holanda. Esperei sempre que um dia me servisse de pátria, a mim, que já não tenho pátria. E continuo a ter esperança!"


Filmes baseados na história de Anne Frank


Nenhum comentário:

Postar um comentário