sexta-feira, 28 de março de 2014

Sabbath Bloody Sabbath - Joel McIver

Minha amiga Nedina do Blog Mundo de Tinta me pediu essa resenha em setembro do ano passado, e olhem só, já estamos em março (quase abril), bem, antes tarde do que nunca. (rsrsr)

Quem ficou responsável pela resenha foi o meu namorado Luiz Fernando (Nando), ele é um fã louco que poderia dar a melhor opinião sobre o livro, então, nós, meras mortais, preferimos a resenha dele. Então vamos lá...

Autor: Joel McIver
Tradutor: Teodoro Lorent
Número de Páginas: 504
Editora: Madras Editora
ISBN: 9788537008218
Ano: 2012
Nota: 4/5

O livro narra a história da magnífica banda precursora do Heavy Metal, sua influência no Rock Metal, suas formações, problemas com álcool e drogas, altos e baixos e algumas informações desnecessárias (como citar os álbuns de Kelly Osbourne e não citar os álbuns de Dio e Gillen).

O livro está dividido em três partes, começando por “Invocando o Demônio”, narra a partir de 1948, antes de Bill, Gezzer, Ozzy e Tony se conhecerem e vai até 1978. Nessa primeira fase do Black Sabbath, o autor faz um belo trabalho comentando cada álbum, faixa a faixa, até o álbum “Never Say Die!”, quando Ozzy deixa a banda.

A segunda parte “Cego pelo Branco da Neve e Cercado” abrange de 1979 a 1992. O autor trata da carreira do Sabbath, como dá ênfase a carreira solo do Ozzy. Comentando as faixas de seus álbuns, seus problemas familiares e o drama da morte de Randy Rhoads. Nessa fase o Sabbath passava por muitas mudanças de formação e o autor deixa essa parte meio confusa.

A entrada de Dio (que merecia maior respeito do autor), as ides e vindas de Gezzer Butler e Bill Ward, as passagens de Dave Donato e Ray Gillen, os problemas com Glenn Hughes, o encontro com Tony Martin. Como, também, a entrada de outros membros, como o tecladista Geoff Nicholls e os Bateristas Vinny Appice, Cozy Powell e Eric Singer. A passagem de Tony Martin não fica muito clara e o autor não dá um desfecho para o vocalista no livro.

A terceira parte do livro “Ressuscitando a Besta” (1993-2006) fala quase que exclusivamente do Ozzy, do seu festival “OzzyFest” e do programa sobre sua família “The Osbourne”. Em alguns momentos o autor fala sobre a suposta reunião do Sabbath com a formação: Ozzy, Tony, Gezzer e Bill, que se consolidaria em 1997.

O livro termina com um nova reunião “Heaven and Hell”, desta vez com Dio, Tony, Gezzer e Appice e a, lamentável, morte do Dio em 2010.

O autor comete alguns deslizes (ou a tradução), dentre esses:

- “A guitarra de Gezzer” (pág 285) – Gezzer tocava baixo.
- Na discografia do Ozzy, o nome do álbum “Speak to the Devil” está como “Talk to the Devil”
- O álbum Goodbye to Romance” foi citado como “Goodbye to friends” (pág 174), entre outros.
No geral, Sabbath Bloody Sabbath é um registro muito bom da carreira da banda, indispensável para novos e velhos amantes do Black Sabbath.

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